quarta-feira, 7 de abril de 2010

Até não ter mais fôlego ou caminhos por onde ir

Chega de perguntas,
Não tente me arrancar mais respostas sobre isso.
Eu não estou bem,
Estou sofrendo com tudo isso,
E não quero ter de explicar porque.

Por mais que eu tente
Mesmo que me esforce
As lágrimas insistem
em encontrar minha face.
Muitas situações me lembram você.

Já não bastavam meus conflitos internos,
Minhas inúteis tentativas de me encaixar,
Meus órgãos que insistem em falhar,
A minha grande incapacidade de me concentrar?
Acho que não.

Nada é tão ruim que não possa piorar.
Sei que não adianta me atormentar,
Sempre vai ser assim.
Eu sempre irei perder algo.

Eu estava confortavelmente entorpecida.
Mas hoje me deparo com a falta,
e todo o conforto se desfaz.

Só levo a vida em frente,
Tentando encontrar um caminho
Que me faça sobreviver aos acasos do destino,
suportando infortúnios quaisquer.

Vai ser dificil sem minha valvula de escape.
Mas por enquanto,
Só posso afirmar uma coisa.
Você é o fator agravante do meu estúpido estado mental.

Um comentário:

Danielle Mayara disse...

Um dia as pernas falham, normalmente quando o muro que te envolve e guarda desaba e desaparece no ar.
Torna-se difícil prosseguir quando só restam dois pés mortos e um impulso fraco demais.

Eu realmente gostei do que você escreveu.