quarta-feira, 23 de setembro de 2009

repare nas poças.

Em uma dessas minhas manhãs eu comecei a entender certas coisas.
Eu continuo nessa rotina de sempre. Pegar o onibus às 6h25 e caminhar por 10 minutos para chegar à escola, sempre com um fone no ouvido, ouvindo uma musica boa e olhando a paisagem.
Era uma terça-feira, nublada, onde mais uma vez tive meu dia estragado por sismas alheias. Sentia-me como se estivesse andando em camera lenta enquanto as pessoas desapareciam rapidamente do espaço ao meu redor, até que tive um lapso e interrompi mais um acesso. Tive que deixar meu ovni.
Foi como se eu estivesse vendo coisas que ninguem vê, como se eu visse minha tristeza refletida no clima e minha alegria, aquela que ainda existe em algum lugar dentro de mim se aflorando nas gotas de chuva que caíam. Pude reparar que mesmo tendo toda essa alegria colorida e viva ao nosso redor, muitos ainda conseguem andar por ai sem dar uma unica olhada no céu, sem saber descrever ao menos uma arvore que encontra no seu caminho. Eu não compreendo.
Como não reparar na vivacidade das plantas no amanhecer, com o orvalho sobre elas?
É por isso que me consideram uma estranha. Quem mais anda por aí olhando a paisagem e sorrindo?
A cada dia mais eu me considero um exemplar lunatico. Se não for isso, o que eu sou então?
O céu é o que mantem minhas esperanças e a chuva...essa me acompanhou em boa parte dos meus surtos.

O que foi que eu entendi?
Entendi que eu não posso deixar de ser o que sou.


Eu não tenho o dom de escrever coisas bonitas. Só isso.

Um comentário:

Ana Cláudia disse...

Pode não ser visto como bonito, mas não deixa de ser belo.