quarta-feira, 10 de março de 2010

Sonhos que talvez nunca se tornem realidade.

Estava a andar pelas ruas ouvindo músicas aleatórias. Musicas que talvez você nunca tenha escutado, letras que talvez você nunca irá gostar.

Ainda tinha uma sensação estranha. Ainda podia ver as folhas caindo. Mas a luz que vinha acima de mim não era mais pálida, era apenas uma luz comum. Poderia até dizer que aquilo que eu vi na porta daquela casa era o que procurava, mas a luz me mostrou que não passava de uma miragem. Droga, minha mente está brincando comigo de novo.

As silhuetas surgiam em meio às sombras das arvores, mas tudo o que via ao meu redor eram minhas companheiras solitarias dançando conforme o balanço e o chiado  do vento. Gélido, mas confortante.
Foi quando me deparei observando-as e acompanhando seus movimentos com os braços, movendo-os conforme a musica que ouvia nos fones de ouvido.
E tudo o que me era dito penetrava na minha memória, tanto que não a esqueço até hoje. As palavras continuam aqui, dentro de mim, continuam causando a mesma sensação. The sun is the same in a relative way, but you're older. Tudo era muito mais fácil antes. Querida ingenuidade.
De repente a minha visão ficou turva. Nada mais estava ali. Apenas a escuridão. E as coisas ficavam mais claras em minha mente. Nem tudo está perdido. Apesar de tudo a vida é longa, e eu ainda tenho um certo tempo para viver.
Quando me encontrei, me perdi. Quando não esperei, vi o caminho. Quando o segui, voltei a me encontrar. Quando me encontrei, bem, digamos que me perdi.
Não sei mais onde está, não sei mais o que é. Só sei que estou aqui, só sei que não quero estar aqui.

Eu pensei ter visto alguém na janela. Pensei ter ouvido alguém gritar. Pensei até ter sentido alguém me abraçar.
Mas aquilo foi só um sonho,
Nada mais que isso.

Um comentário:

ANA CLÁUDIA disse...

Para mim, seu melhor texto.