sábado, 21 de julho de 2012

Enfim a vida me mostra qual é a realidade.

Tenho passado muito tempo sem escrever, mas não foi por escolha, eu simplesmente não conseguia colocar nada pra fora, não havia forma de colocar tudo em seu devido lugar. Penso que nunca estive tão só e tão rodeada de pessoas como ultimamente, vivo de lembranças que eu sequer sei se são reais, de amizades que achei que tinha, de alegrias que nem são minhas. Apenas tenho feito tudo como dizem que é o certo, fingindo que está tudo bem, sorrindo quando tenho vontade de gritar, sendo educada quando quero explodir e fazendo cara de paisagem quando vejo que nada está como queria.
Não consigo deixar de me perguntar se é tudo culpa minha ou se tudo que eu achei que era meu na verdade nunca passou de uma grande brincadeira pros outros, como se eu fosse apenas mais uma idiota a achar que as pessoas se importam, que realmente sentem a minha falta, que, apenas por um segundo, sentiram que eu era importante.
A única coisa que eu queria nesse momento era conseguir chorar.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Viver é uma opção

Ainda me lembro daquele tempo em que tudo era mais fácil, simples e direto. Hoje qualquer simples ato faz tudo ter uma dimensão maior, consequências e dores de cabeça. Isso é bom? Isso é ruim? Não importa. Tudo que eu quero agora é viver a minha vida como eu puder, continuar sentindo o vento no meu rosto e fazer o que tenho vontade, sem me preocupar com os problemas dos outros.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Demasia

Palavras e mais palavras
que só enchem a minha cabeça,
que muitas vezes não fazem mais sentido.
Ocupando minhas noites
Me enchendo de preocupação
Tornando tudo mais tenso
O ar mais denso
E o tempo mais escasso.
O velho desânimo retorna
A mesma insatisfação me domina
E a conhecida incerteza bate à minha porta.
Mais uma vez a tarde chega
Mais uma vez.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Nem tudo é só tristeza, meu bem.

Furacão

Do mesmo modo que tento me encorajar
Sinto como se a cada segundo me desanimasse mais.
Vejo as pessoas ao meu redor encontrarem,
cada uma de sua maneira,
Um caminho a seguir, uma alternativa.
E é nessas horas que eu penso:
Quando será minha vez?

Sinto-me perdida
Isolada
Excluída.

Vivendo no meu mundinho,
Omitindo, escondendo ou ao menos tentando...
Torcendo para que nada disso me domine
Para que nada disso me faça chorar novamente.

domingo, 3 de julho de 2011

Tanto faz.

Pode não parecer verdade
Ou pode mesmo não ser
Mas as coisas vêm e vão,
pessoas vêm e vão,
E o caminho continua tortuoso,
A vida ainda parece complicada
ou simples demais para ser entendida.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Encontrei num caderno palavras que escrevi há meses.

E na verdade nós fugimos
O tempo todo
Mesmo sem perceber
De coisas
Que temos medo de sentir,
Que temos receio de perder.
Mesmo assim
fugimos,
Corremos na direção contrária
Muito mais para provar
Que não nos importamos
Do que para esquecer.
E é sempre pelos mesmos motivos,
Sempre pelos mesmos malditos motivos.